Maior rally da modalidade brindou os participantes com visuais únicos e alguns dos melhores pontos para a prática do esporte ao longo dos cinco dias e 440 quilômetros de percurso

Foram cinco dias de desafio em que atletas do Brasil e do exterior mostraram toda a sua habilidade e garra empurrados pelas velas em formato de pipa. A segunda edição do XP Sertões Kitesurfe foi, assim como a primeira, um sucesso, e muito disso se deve à região escolhida para esse rally das águas. O litoral cearense está para a modalidade como o Havaí para o surfe, e não só por causa dos ventos constantes e das condições perfeitas para o velejo. A beleza das praias e cidades atravessadas ao longo da competição ajudou a criar um cenário ainda mais especial. E a confirmar a vocação do estado para esse esporte colorido e divertido que se populariza rapidamente.

Não por acaso, todos os locais escolhidos para largadas e chegadas das etapas contam com estruturas completas para aprender e praticar o kitesurf. Começando por Cumbuco. A praia localizada em Caucaia se transformou em sinônimo do kite – as dunas em seu entorno ajudam a acelerar os ventos e a garantir o impulso necessário para se mover sobre as pranchas. A proximidade da capital Fortaleza é mais um motivo para atrair cada vez mais pessoas com diferentes graus de experiência.

Trairi e a Praia de Guajiru foram o destino no primeiro dia de regata, após a passagem pela Praia do Pecém e o porto de mesmo nome. O cenário formado pelas dunas e os coqueirais foi perfeito para receber os competidores. Assim como a Ilha do Guajiru, em Itarema, que marcou o fim do segundo dia de percurso. Atualmente a região é uma das mais procuradas do mundo para a prática do kitesurf, e não sem motivo. A formação geológica que se desprendeu do continente há três anos proporcionou a criação de um corredor de águas abrigadas que leva os craques do esporte a alcançar grandes velocidades. Quem começa conta com um mar ainda mais calmo, o que proporciona toda segurança para ganhar intimidade com o equipamento e as técnicas de velejo.

A vila do Preá, em Cruz, é outra que ganhou destaque e lugar no mapa de destinos turísticos cearenses graças ao kite. De lá a Camocim, no penúltimo dia, os competidores passaram por Jijoca de Jericoacoara, margearam a Lagoa da Tatajuba e o Rio Guriú. Na chegada, se depararam com o encontro entre o mar e o Rio Coreaú, uma região composta por manguezais. Para se despedir do Ceará, no caminho até Barra Grande (PI), a passagem pela Praia de Bitupitá.

Imagens, paisagens e experiências que ficam na memória dos participantes e deixam saudade. O melhor de tudo é que esses paraísos e seus ventos estão sempre à disposição, de braços abertos.

 

ASPAS

Arialdo de Mello Pinho, Secretário de Turismo do Estado do Ceará

 

“O KiteSurf é tendência no mundo. Começamos a trabalhar na internet mostrando que nós somos o melhor destino de kitesurf. Isso explodiu em 2019 e chegamos a ter 450 mil kitesurfistas internacionais e isso mudou o turismo do Ceará na parte financeira. O kite é esqui puxado pela natureza. Temos as melhores condições do mar e do vento para a prática do kitesurf, uma das melhores do mundo”.

 

Joaquim Monteiro, CEO do Sertões

 

“Segunda edição do rally de kitesurf concluída com muita satisfação de todos da organização em ter feito algo mirabolante e em sentir a vibração estampada no sorriso dos competidores. Nossa missão é essa: promover o Brasil e seus destinos fascinantes pela lente do esporte, seja através do kite, do rally ou do mountain bike. Parabéns a todos e em 2023 vem aí a 3ª. edição do XP Sertões Kitesurf”.

 

 

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