Cumbuco é o ponto de partida do desafio nesta quarta-feira (2). De cara, competidores encaram o percurso mais extenso dos cinco dias de prova, com a Praia de Guajiru, em Trairi, como primeiro destino. No total, serão 440 km

 

Dia de inflar os kites e cair na água para a segunda edição do XP Sertões Kitesurf. A quarta-feira (2) marca a largada para a primeira das cinco etapas do rally dos mares. Os 80 competidores do Brasil e do exterior iniciam um percurso de 440 km que os levará, no fim do desafio, a Barra Grande (PI,) movidos pela força do vento. Que, aliás, é um dos mais propícios do planeta para a prática do esporte, empurrando as velas aéreas em formato de pipa.

De cara, os participantes encaram o percurso mais extenso da prova. Os atletas das categorias Pro e Elite (masculino e feminino) largam do Kite Cabana Lounge, na Praia de Cumbuco, em Caucaia, próximo a Fortaleza, para o percurso de 109 quilômetros que os levará à Praia de Guajiru, em Trairi, também no Ceará. Pelo caminho, já farão o primeiro trecho de upwind (velejo contra o vento) para o segundo checkpoint do dia, na Praia do Pecém, junto ao porto de mesmo nome, em São Gonçalo do Amarante.

É exatamente neste ponto que as categorias Adventure, Master e Gran Master iniciam o desafio. Para eles, serão 65km. Todas as categorias passam pelos checkpoints nas praias de Paracuru e da Lagoinha, em Paraipaba, para encontrar as boias de chegada junto ao Guajiru Kite Center.  A praia de Guajiru, em Trairi, é cercada por dunas móveis de areia branca e coqueirais. A maré baixa forma piscinas naturais que ajudam a compor um visual ainda mais marcante.

 

Como na edição inaugural, a expectativa é de uma disputa emocionante e equilibrada, em que os kitesurfers da região prometem mais uma vez fazer frente a nomes consagrados de outros estados. Além disso, a diversidade de experiência entre os competidores torna o cenário ainda mais interessante. Primeiro campeão na Pro, o carioca Reno Romeu, por exemplo, é especialista no freestyle e precisou se adaptar às longas distâncias.

Há também quem está acostumado às kitetrips – velejos de maior duração em que não há a briga contra o relógio. E feras de outras modalidades da vela que se juntam ao pelotão para viver novas experiências. Casos de Gabriel Portilho Borges, velejador olímpico da classe 49er bicampeão mundial e dos Jogos Pan-Americanos. Ou de Luiz Paulo Cordeiro do Nascimento, o Luizinho, campeão brasileiro de Fórmula Kite (a versão olímpica), que tem grande chance de representar o Brasil na estreia da modalidade, nos Jogos Olímpicos de Paris’2024.

Reencontro

A terça-feira que antecedeu o início do Sertões Kitesurf foi bastante movimentada em Cumbuco. Dia de retirar os kits de participação no Kite Cabana Lounge; de fazer os últimos treinos e, acima de tudo, de viver a atmosfera única do desafio, que se tornou um de seus grandes atrativos em 2021. Rivalidade, apenas dentro d’água, e de forma saudável. No restante do tempo, integração total, troca de experiências e de histórias, nos últimos momentos de ansiedade antes de a buzina soar pela primeira vez. À noite a vez do briefing, em que o diretor-geral de prova Marcelo Gervini apresenta informações importantes da prova, esclarece dúvidas e faz um apanhado geral do que vem pela frente.

 

O que eles disseram:

Reno Romeu, Pro

“Acho que esse ano vai ser mais difícil ainda porque o pessoal dessa vez tem muito mais experiência. Aprenderam no ano passado com os erros, treinaram muito esse ano, além de novos talentos locais que não competiram em 2021. Vou ter que dar o meu máximo todos os dias. O upwind com certeza será um elemento a mais a estudar e se preocupar, mas os atletas que são bons, são bons no downwind e upwind”.

Yaron Moura, Pro

“Foi a competição em que eu foquei esse ano, venho treinando forte e espero fazer um ótimo Sertões, me divertir bastante e buscar meus limites. O upwind dificulta um pouco as coisas, ainda mais com atletas fortes de todo o Brasil. Espero uma prova muito acirrada”.

Luiz Paulo Nascimento (Luizinho), Jr. Pro

“A expectativa é de entregar o meu máximo e prestigiar esse evento tão importante do mundo do kite. Estou treinando há um mês, tenho as minhas técnicas e vou colocar em prática. Velejar por horas direto é algo a que estou acostumado. Será meu primeiro rally, vou enfrentar feras de destaque mundial e é muito bom estar perto deles, fico até emocionado”.

Gabi Reynard, Pro Feminina

“A expectativa é grande para a prova desse ano, estou mais preparada porque já sabia bem antes que viria competir. Venci o Desafio no Preá e garanti a inscrição. Vai ser um trecho que eu conheço bem, a região entre o Cumbuco e Barra Grande é meu quintal de casa. Além disso tem um dia de descarte que, se valesse ano passado, me daria o título. Bastante ansiosa, vamos que vamos”.

Nathalia Martino, Adventure Feminina

“Impossível não estar ansiosa. Esse trecho é perfeito, a região em que mais tem vento no país, além de ser maravilhosa. Imagino que o upwind será pesado, mas a expectativa é máxima. Só esperando para fazer acontecer de novo”.

Fernando Giestas, Grand Master

“Estou com muita saudade de todo mundo que fez o rally ano passado e de estar nele. É um evento espetacular, que atravessa lugares maravilhosos e nos dá a chance de conhecer pessoas incríveis. Muito feliz em participar mais uma vez, agora estreando na Grand Master depois de vencer a Master ano passado”.

Marcelo Gervini, diretor técnico Sertões Kitesurf

“Certamente vamos ter uma grande prova dentro do contexto da vela e do kite a nível mundial e nacional. Esta é a segunda edição do evento e sinto que nós da organização, estamos muito mais alinhados para superar expectativas. Nosso intuito é proporcionar a melhor prova em termos técnicos e belezas. Temos o atrativo da região, praias paradisíacas do Nordeste e principalmente no Ceará e Piauí, que contam com ventos alísios constantes, o que torna muito mais viável esse tipo de competição dentro do Brasil. Queremos surpreender os competidores, que dão tudo dentro d’água pela emoção da vitória ou de superar esse grande desafio. É uma grande honra poder organizar esse tipo de competição. Vamos fechar com uma grande festa em Barra Grande na chegada”.

Caroline Namora, diretora de Marketing da XP

“Essa parceria já teve sucesso no ano passado e temos certeza de que este ano seguiremos a mesma trilha. O Kitesurf é um esporte de alta performance, que exige dedicação, foco e superação, valores que são intrínsecos à XP”.

 

2/11 – 1o. dia – Caucaia – Trairi

P/E: 108,5 km

A/M/GM: 63,5 km

Característica:  O Sertões XP Kitesurf já começa exigindo bastante, com o dia mais longo da prova. O maior desafio do dia será a passagem pelo Porto do Pecém, 15 km após a largada da Pro/Elite. Primeiro, em função da distância da costa (2,4 km). Quanto às manobras dos navios a organização conseguiu com a capitania dos portos Marinha do Brasil, Complexo do Pecém e a Praticagem do Porto, uma janela de 2 horas para a passagem dos competidores. Após circundarem o Porto, os competidores da PRO e Elite terão de voltar no contravento (orçar) até o segundo check na Praia do Pecém, local onde as categorias Adventure e Master largam para um percurso de 63,5 km até a chegada na Praia do Guajiru.

 

 

Roteiro XP Sertões Kitesurf

1/11 – Check-in Cumbuco (Kite Cabana Lounge)

2/11 – Cumbuco – Guajiru (Guajiru Kite Center)

Elite e Pro -109Km; Adventure/Master/Grand Master – 65Km

3/11 – Guajiru – Ilha do Guajiru (Pousada Bate Vento)

Elite e Pro – 95Km; Adventure/Master/Grand Master – 64Km

4/11 – Ilha do Guajiru – Preá (Rancho do Kite)

Elite e Pro – 75Km; Adventure/Master/Grand Master – 37Km

5/11 – Preá – Camocim (Bistrô Kite)

Elite e Pro – 96Km; Adventure/Master/Grand Master – 54Km

6/11 – Camocim – Barra Grande (Barra Grande Kite)

Elite e Pro – 68Km; Adventure/Master/Grand Master – 54Km

 

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