Maior rally do mundo alcança oitavo estado brasileiro nesta sexta-feira. Paragominas é o ponto final de um dia que promete dificuldades para os competidores e belos visuais

Nada menos que 6.385 quilômetros ficaram para trás no Sertões BRB 2022, que celebra as três décadas da prova e o Bicentenário da Independência. Mas ainda faltam duas etapas para que se conheça os vencedores do maior rally do mundo, nas areias de Salinópolis. O penúltimo capítulo dessa aventura épica acontece nesta sexta-feira (9), quando carros, motos e UTVs entram no oitavo estado do roteiro. Depois do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins, Piauí e Maranhão, é a vez do Pará. Com um quê de Floresta Amazônica. É em meio a esse bioma que a caravana encara a 13ª etapa, batizada de Verde-Louro sempre de acordo com as estrofes do Hino Nacional.

Verde que vem da Floresta Amazônica, último dos cinco biomas atravessados no percurso deste ano, que une os extremos do país. De Imperatriz, no Maranhão, pilotos e navegadores seguem a Paragominas, jovem cidade com forte colonização de diferentes regiões do Brasil, o que se reflete inclusive no nome do município.

Pela frente, embora o fim do desafio esteja próximo, nada de descanso. A especial se estenderá por 358 quilômetros e dará bastante trabalho aos competidores. Nada de grandes retas, mas sim trechos travados, sinuosos entre matas, com muitas erosões, pedras (o famoso trial, em que todo cuidado é pouco para evitar danos ao equipamento), travessias de riachos e pontes, além da variedade de pisos – piçarra e areia estão no caminho.

A 12ª etapa, nesta quinta (8), se mostrou menos traiçoeira que o esperado, com piso bom e bastante diversão ao longo dos 156km. Nos carros, nona vitória de Lucas Moraes/Kaíque Bentivoglio (Toyota Hilux DKR T1+/MEM). Recuperado do desgaste da véspera – pilotou por cerca de 200km sem a ajuda da direção hidráulica – Lucas teve um dia tranquilo, que levou a dupla a ampliar a vantagem na geral em relação a Marcos Baumgart/Kleber Cincea (Toyota Hilux V8 IMA/X Rally), agora de 9min22.

Diferença semelhante à dos dois primeiros entre os UTVs. A etapa batizada de Céu Profundo foi de Rodrigo Luppi e Maykel Justo (Can-Am Maverick/Luppi Racing Team), seguidos por Bruno Varela e Gustavo Bortolanza (Can-Am Maverick/Varela Racing) e pelos líderes Rodrigo Varela e Matheus Mazzei (Can-Am Maverick/Varela Racing), que comandam a classificação por 9min36.

Já nas motos, o domínio da Honda prossegue, reforçado com os abandonos de Adrien Metge e Tulio Malta, ambos da IMS Yamaha. Desta vez o mais rápido foi o argentino Martin Duplessis, 45 segundos à frente do companheiro de time Bissinho Zavatti. Posições que se invertem no acumulado, com o paulista 22min44 à frente.

 

Etapa 12 – Céu Profundo – 8/9 – Quinta-feira

Balsas (MA) – Imperatriz (MA)

DI – 12

TE – 156

DF – 238

TOTAL: 406

 

Resultados (extra-oficiais)

CARROS

1) #323 Lucas Moraes/Kaíque Bentivoglio, Toyota Hilux DKR T1+/MEM, 1h33min42

2)#304 Marcos Baumgart/Kleber Cincea, Toyota Hilux IMA V8, (2)T1F, 1h34min30

3) #327 Rodrigo Aché/Luis Felipe Eckel, Ford Ranger V8, (1)T1B, 1h35min39

4) #303 Sylvio de Barros/Rafael Capoani, Toyota Hilux IMA V8, (3)T1F, 1h38min13

5) #350 Julio Capua/Bina Cavassin, Toyota Hilux Overdrive T1+, (4)T1F, 1h40min00

 

MOTOS

1) #21 Martin Duplessis (ARG), Honda CRF 450RX, (1)MT1, 1h44min03

2) #06, Bissinho Zavatti, Honda CRF 450RX, (1)MT2, 1h44min48

3) #04 Ricardo Martins, Yamaha WR 450F, (2)MT1, 1h45min00

3) #19 Gabriel Soares, Honda CRF 450RX, (2)MT2, a 1h45min46

5) #57 Tiago Fantozzi, KTM 450EXC, (3)MT2, 1h48min47

 

UTV

1) #227 Rodrigo Luppi/Maykel Justo, Can-Am Maverick, (1)UT1, 1h41min39

2) #215 Bruno Varela/Gustavo Bortolanza, Can-Am Maverick, (2)UT1, 1h42min21

3) #216 Rodrigo Varela/Matheus Mazzei, Can-Am Maverick, (3)UT1, 1h42min21

4) #207 Gabriel Varela/Daniel Spolidorio, Can-Am Maverick, (4)UT1, a 1h42min47

4) #262 Tatá Xavier/Neurivan Calado, Polaris RZR Pro R, (4)UT1, 1h43min31

 

Classificação geral

CARROS

1) #323 Lucas Moraes/Kaíque Bentivoglio, Toyota Hilux Overdrive T1+, (1)T1F, 43h50min41

2) #304 Marcos Baumgart/Kleber Cincea, Toyota Hilux IMA V8, (2)T1F, a 9min22

3) #350 Julio Capua/Bina Cavassin, Toyota Hilux Overdrive T1+, (3)T1F, a 2h10min36

4) #305 Marcelo Gastaldi/Cadu Sachs, Buggy Century CR6, (4)T1F, a 2h52min39

5) #303 Sylvio de Barros/Rafael Capoani, Toyota Hilux IMA V8, (4)T1F, a 3h53min22

 

MOTOS

1) #06 Bissinho Zavatti, Honda CRF 450RX, (1)MT2, 47h57min11

2) #21 Martin Duplessis (ARG), Honda CRF 450RX, (1)MT1, a 22min44

3) #04 Ricardo Martins, Yamaha WR 450F, (2)MT1, a 26min43

4) #19 Gabriel Soares, Honda CRF 450RX, (2)MT2, a 1h27min59

5) #57 Tiago Fantozzi, KTM 450EXC, (3)MT2, a 1h40min49

 

UTV

1) #216 Rodrigo Varela/Matheus Mazzei, Can-Am Maverick, (1)UT1, 48h23min20

2) #227 Rodrigo Luppi/Maykel Justo, Can-Am Maverick, (2)UT1, a 9min36

3) #215 Bruno Varela/Gustavo Bortolanza, Can-Am Maverick, (3)UT1, a 32min29

3) #206 Gabriel Cestari/Jhonatan Ardigo, Polaris RZR Pro R, (4)UT1, a 45min46

5) #207 Gabriel Varela/Daniel Spolidorio, Can-Am Maverick, (5)UT1, a 46min32

 

O que eles disseram:

Bissinho Zavatti, líder na geral Moto

“Foi uma especial curta, mas bastante gostosa de andar, rápida, sem muita erosão ou depressões. Vim seguro, em um ritmo bom, ninguém me ultrapassou. Agora é me preparar para os dois últimos dias”.

Martin Duplessis, vencedor da etapa Moto

“É bom vencer pela terceira vez, importante para mim e para a equipe, continuamos com os dois primeiros lugares. A etapa foi muito bonita, com um pouco de tudo, bastante rápida. Espero me sair bem novamente amanhã”.

Rodrigo Luppi, vencedor da etapa UTV

“É a nossa quarta vitória de etapa, infelizmente enfrentamos alguns problemas antes de Palmas, o carro é o mesmo com que corremos o Dakar, mas estava preparado para outras condições. Vamos seguir fazendo nosso melhor, a diferença para o líder não é pequena, mas vamos em frente. Tomara que essa penúltima etapa seja dura; de muita pedra, erosão, para que nós possamos nos destacar de novo”.

Rodrigo Varela, líder na geral UTV

“Continuamos no nosso plano de andar entre os primeiros sem exagerar nos riscos. A especial de hoje ficou bastante rápida, vários trechos estavam patrolados e lembrava muito as provas de Baja. A penúltima etapa, na teoria, promete ser completamente diferente, até pela distância, mas nem sempre o mais longo é o mais difícil. Nossa vantagem ainda é interessante”.

Lucas Moraes, vencedor da etapa e líder na geral Carros

“Depois do que passamos na véspera, foi um dia tranquilo, nenhum problema. Fomos os oitavos a iniciar a especial, precisamos fazer ultrapassagens e tenho que agradecer aos concorrentes, que não criaram qualquer dificuldade. Foi uma etapa bastante divertida e conseguimos ampliar nossa vantagem. Amanhã promete ser mais difícil”.

 

Etapa 13 – Verde-Louro – 9/9 – Sexta-feira

Imperatriz (MA) – Paragominas (PA)

DI – 35

TE – 358

DF – 70

TOTAL: 463

 

Um dos mais ilustres filhos da cidade em que larga a décima terceira especial do Sertões é o PhD em Química Médica Josué Bezerra, cientista na área de biologia molecular e um dos maiores e mais renomados pesquisadores de canabinóides para uso medicinal da maconha do mundo. Mas, não é por isso que a penúltima etapa do maior rally do mundo leva esse nome.

O “Verde Louro” em questão vem do maravilhoso cenário que os competidores irão encontrar nessa especial inédita. O Sertões cruza sua última fronteira de regiões, deixando o Nordeste e retornando ao Norte em uma etapa que “rasga” uma região praticamente sem estradas no meio da Floresta Amazônica.

Iniciando em um trecho travadíssimo dentro de uma fazenda, a especial passa por uma série de travessias de pontes e passeia pelo melhor e o pior do Brasil. Se por um lado estão as milenares árvores amazônicas e sua verde exuberância, por outro se escondem estradas clandestinas de madeireiros que praticam a extração ilegal.

A especial termina na cidade de Paragominas, que conquistou sua autonomia em 1965 após uma briga legal que envolveu camponeses, empresas de terra e grileiros. O nome da cidade é isso mesmo que você pode ter pensado: uma união semântica com a abreviação de três estados brasileiros: Pará, Goiás e Minas Gerais.

 

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