Depois do “day off” em Palmas, competidores encaram as areias de uma das mais belas regiões do país na retomada do rally, em mais uma etapa Maratona. Grid ganha reforço de quem vai encarar a metade Norte.

 

Ele não poderia ficar de fora na edição do Sertões BRB que celebra os 30 anos da prova e o Bicentenário da Independência. O Jalapão e suas imensidões de areia ‘cresceram’ como destino turístico ao lado do rally, que encontrou na região características únicas para desfiar carros, motos e UTVs. Neste domingo (4), ele é a atração da oitava etapa, não por acaso batizada ‘Impávido Colosso’, sempre com o Hino Nacional como referência. Serão 521 quilômetros entre Palmas e Mateiros, com 423 cronometrados, por trechos inéditos.

O percurso da etapa inclui estradas de fazenda, erosões, mata-burros; cascalho e pedras. Depois da travessia do Rio Prata, é a vez de entrar no coração do Jalapão.

Um desafio e tanto para a caravana após o dia de descanso na capital do Tocantins. Ao menos para pilotos e navegadores, já que os mecânicos fizeram ajustes nos veículos, que ainda têm 3.137 quilômetros pela frente, em sete etapas até Salinópolis (PA).

O sábado, aliás, foi agitado na Vila Sertões, montada no Centro de Convenções Arnaud Rodrigues. Com direito a uma apresentação da Esquadrilha da Fumaça da FAB, que faz um giro por cidades das regiões Centro-Oeste e Nordeste, nas comemorações do Bicentenário da Independência. Ao longo de 40 minutos, os sete A-29 Super Tucanos de um dos principais esquadrões acrobáticos do planeta maravilharam o numeroso público.

Xadrez

A partir de agora começa um jogo de xadrez entre os líderes das três modalidades, que contam com vantagens interessantes, e todos os que ainda sonham em desbancá-los da ponta. A primeira metade do Sertões BRB exigiu bastante do equipamento e a expectativa é de que o que vem por aí não fique atrás. As três décadas de história da prova ensinaram que nada está garantido até o último quilômetro da especial final.

Se para boa parte dos participantes os quilômetros e o desgaste já se acumulam, outros se juntam ao desafio para o Sertões Norte, que inclui as sete últimas etapas e também terá troféus em disputa. O sábado, aliás, foi de premiação dos melhores no Sertões Sul – o percurso entre Foz e Palmas.

Em alguns casos, os competidores seguem o caminho rumo ao Pará, mas em outros veículos. Casos do pentacampeão nas motos Zé Hélio que, depois de acelerar o UTV Giaffone Exo NB, mata a saudade das duas rodas. Ou de Marcos Moraes e Fábio Pedroso, que seguem nos carros, mas trocam o T-Rex por um UTV na classe T3.

 

Sertões BRB

Classificação geral após a sétima etapa

CARROS

1) #323 Lucas Moraes/Kaíque Bentivoglio, Toyota Hilux Overdrive T1+, (1)T1F, 24h56min41

2) #305 Marcelo Gastaldi/Cadu Sachs, Buggy Century CR6, (2)T1F, a 6min10

3) #304 Marcos Baumgart/Kleber Cincea, Toyota Hilux IMA V8, (3)T1F, a 12min03

4) #350 Julio Capua/Bina Cavassin, Toyota Hilux Overdrive T1+, (4)T1F, a 1h05min51

5) #314 Mauro Guedes/Filipe Palmeiro, Ford Ranger V8 T1, (1)T1B, a 2h07min16

 

MOTOS

1) #06 Bissinho Zavatti, Honda CRF 450RX, (1)MT2, 27h12min42

2) #21 Martin Duplessis (ARG), Honda CRF 450RX, (1)MT1, a 23min24

3) #04 Ricardo Martins, Yamaha WR 450F, (2)MT1, a 30min34

4) #02 Jean Azevedo, Honda CRF 450RX, (3)MT1, a 38min22

5) #19 Gabriel Soares, Honda CRF 450RX, (2)MT2, a 57min48

 

UTV

1) #216 Rodrigo Varela/Matheus Mazzei, Can-Am Maverick, (1)UT1, 27h50min50

2) #203 Cristiano Batista/Robledo Nicoletti, Can-Am Maverick, (1)UOP, a 6min40

3) #301 Deninho Casarini/Ivo Mayer, Can-Am Maverick, (2)UT1, a 9min48

4) #227 Rodrigo Luppi/Maykel Justo, Can-Am Maverick, (3)UT1, a 18min13

5) #205 Fábio Pirondi/Marcelo Ritter, Can-Am Maverick, (1)UT2, a 21min50

 

Sertões Sul

Classificação final

CARROS

1) Marcos Moraes/Fábio Pedroso (T-Rex)

2) Victor Pudell/Claudemir Hubner (Mitsubishi L200 Triton)

3) Fernando Rosset/Marcelo Haseyama (Ford Ranger T1)

 

MOTOS

1) Kassiano Burtett (KTM 690 Enduro R)

 

UTV

1) Luís Carlos Nacif/Erick Rocha (Can-Am Maverick X3)

2) Nelsinho Piquet/Filipe Bianchini (Can-Am Maverick X3)

3) Edson Silveira/Cesinha Pereira (Can-Am Maverick X3)

 

O que eles disseram:

Melissa Matsunaga, piloto de UTV (Sertões Norte)

“Vou estrear no Sertões justamente com o Jalapão pela frente e numa etapa Maratona. É um desafio e tanto, mas não podia perder essa oportunidade. Nosso plano original era participar pela primeira vez em 2023 mas, quando vimos que o rally terminaria no Pará, nosso estado, a oportunidade era muito boa para desperdiçar. A adrenalina é grande, mas terei meu pai na navegação. Além de já ter feito a prova, ele é meu maior incentivador e me dará muita segurança do meu lado. Queremos colocar o açaí no pódio”.

Zé Hélio, piloto de moto (Sertões Norte)

“Eu queria fazer o Sertões dos 30 anos completo, mas minha equipe nos UTVs (Giaffone Racing) terminou a prova em Palmas. E eu sempre quis fazer o percurso até o fim. Assim, vou andar pela DM Workshop, do Dimas Mattos, por quem eu já corri lá atrás. E finalmente terei a chance de acelerar sem pressão, curtir, de repente até parar em algum ponto interessante da especial”.

 

Etapa 8 – Impávido Colosso – 4/9 – Domingo

Palmas (TO) – Mateiros (TO)

DI – 98

TE – 423

DF – 0

TOTAL: 521

 

Ah! O Jalapão! O maior Sertões da história não poderia deixar de passar por um de seus mais icônicos cenários. O “Impávido Colosso” de mais de 150 hectares volta à cena para inaugurar o Sertões Norte e a primeira parte da segunda maratona consecutiva do maior rally do mundo!

Temido por muitos, o gigantesco colosso do norte faz jus a sua fama de mau. Nas areias do Jalapão se ganha e se perde títulos e para ser o “bicho papão do Jalapão” é preciso muita técnica, raça e um certo instinto de sobrevivência para passar ileso. Não à toa, em 2008, os produtores americanos da série “Survivor” escolheram o Jalapão para fazer a sua única edição em terras brasileiras. No Sertões BRB, ele foi desbravado pela primeira vez em 1998.

Mesmo sendo figurinha carimbada para competidores, os diretores técnicos do Sertões irão fazer rotas inéditas, no que pode ser intitulado como o “the best of Jalapão”. A especial começa já com uma travessia de rio, o Rio Prata, e finalmente segue pelas areias de “deserto do Jalapão”, que, apesar de ser intitulado com este nome, faz parte de uma área classificada geologicamente como um oásis.

Depois de quase 500 quilômetros de prova, em sua maior parte no temido areião, os competidores chegam até Mateiros, a menor cidade que o Sertões passa em 2022, com aproximadamente 2.000 habitantes – mesmo número de pessoas que compõem a caravana do rally – e lá vão encontrar mais um parque fechado, onde não terão apoio de suas equipes na manutenção dos carros. A pergunta que fica é, quais pilotos vão encontrar um oásis no final e quais ficarão só na miragem?

 

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