Nada de descanso para a caravana na edição mais extensa do rally. Nesta quinta, competidores iniciam fase em que não podem receber apoio mecânico externo, rumo a São Félix do Araguaia

Maratona. No jargão dos rallies cross-country, as etapas em que a manutenção mecânica entre seus dois dias pode ser feita apenas pelos próprios competidores, com aquilo que levam nos respectivos veículos. No Sertões BRB de 2022, o mais longo em três décadas de história, serão duas as maratonas. A primeira delas começa nesta quinta-feira (1°), com a sexta etapa, intitulada ‘Não foge à luta’. De Barra do Garças, no Mato Grosso, pilotos e navegadores seguem para São Félix do Araguaia, ainda no MT.

 

Pela frente, serão 523 quilômetros cronometrados (682 no total), com variedade de tipos de piso e condições de terreno. O cardápio inclui longas retas com DEPS (depressões); trechos arenosos, cascalho, em uma região que lembra bastante o Pantanal. Há ainda estradas estreitas com muita areia e um final bastante exigente.

 

Não que a quinta etapa tenha sido menos complicada. De Costa Rica (MS) a Barra do Garças, o desafio foi a especial mais extensa desta edição, com 526  quilômetros. Que apresentaram um cenário bem diferente daquele que marcou o Sertões BRB até então. As longas retas e lombas ganharam a companhia de trechos estreitos; da areia, mata-burros, travessia de rios e pontes e trial (sequências técnicas e de chão acidentado). Mesmo os mais rápidos passaram em torno de seis horas na briga com o cronômetro.

 

A especial se iniciou em Alcinópolis que, assim como o Sertões BRB, chega a seu 30° aniversário. Junto à linha de partida foi montada uma arquibancada em que a população local pôde acompanhar os primeiros metros da ação e vibrar com a passagem dos veículos acelerando forte.

 

Nos carros, Marcelo Gastaldi e Cadu Sachs (Buggy Century CR6/Baja Tek) superaram os líderes na geral Lucas Moraes e Kaíque Bentivoglio (Toyota Hilux DKR T1+/MEM) por 1min30. Resultado que levou a dupla à segunda posição geral. Entre os UTVs, Rodrigo Varela e Matheus Mazzei (Can-Am Maverick/Varela Racing) a vantagem na classificação geral com a vitória na etapa, seguidos por Henrique Gutierrez e Fábio Zeller (Polaris RZR Pro R/Yoda Racing) e pelos bicampeões Deninho Casarini e Ivo Mayer (Can-Am Maverick/Can-Am Factory).

 

Já entre as motos, o dia começou movimentado antes mesmo da largada. A equipe oficial Yamaha foi obrigada a abrir o motor da moto de Adrien Metge por um problema no câmbio. O que levou o francês a ser penalizado em 15 minutos na geral. Com um ritmo forte, ele fechou a especial 9min17 à frente de Bissinho Zavatti (Honda CRF 450RX/Honda Racing), que segue como o melhor no acumulado com o tempo acrescido na classificação do rival. Com um detalhe: Metge teve problemas com um dos três tanques de combustível de sua WR 450F e precisou diminuir o ritmo nos trechos mais velozes para garantir a autonomia necessária.

 

O que eles disseram

Cadu Sachs, vencedor etapa Carros

“Hoje começou o rally de verdade, a etapa teve de tudo. Pena que a poeira dos últimos UTVs nos atrapalhou um pouco, mas ainda assim levamos essa”.

 

Adrien Metge, vencedor Carros

“Uma especial longa e com o problema do tanque eu não podia acelerar tudo para poder chegar ao abastecimento. Andei bem, foi um dia bastante interessante para nós apesar da penalização por termos aberto o motor”.

 

Rodrigo Varela, vencedor UTVs

“Foi a especial mais difícil até agora e não acredito que haja algo pior daqui em diante. A organização está de parabéns pela prova. Muito complicado, muita pedra,mas felizmente saímos com um excelente resultado”.

 

 

Etapa 5 – Margens Plácidas – 31/8 – Quarta-feira

 

Costa Rica (MS) – Barra do Garças (MT)

 

DI – 87

 

TE – 527

 

DF – 23

 

TOTAL: 637

 

Resultado

 

CARROS

 

1) #305 Marcelo Gastaldi/Cadu Sachs, Buggy Century CR6, (1)T1F, 5h46min40

 

2) #323 Lucas Moraes/Kaíque Bentivoglio, Toyota Hilux Overdrive T1+, (2)T1F, 5h48min11

 

3)#304 Marcos Baumgart/Kleber Cincea, Toyota Hilux IMA V8, (3)T1F, 5h52min52

 

4) #350 Julio Capua/Bina Cavassin, Toyota Hilux Overdrive T1+, (4)T1F, 6h12min59

 

4) #327 Rodrigo Aché/Luís Felipe Eckel, Ford Ranger T1, (1)T1B, 6h20min15

 

 

 

MOTOS

 

1) #01 Adrien Metge, Yamaha WR 450F, (1)MT1, 6h16min42

 

2) #06, Bissinho Zavatti, Honda CRF 450RX, (1)MT2, 6h26min00

 

3) #04 Ricardo Martins, Yamaha WR 450F, (2)MT1, 6h29min09

 

4) #21 Martin Duplessis (ARG), Honda CRF 450RX, (3)MT1, 6h30min13

 

5) #19 Gabriel Soares, Honda CRF 450RX, (2)MT2, 6h37min52

 

 

 

UTV

 

1) #216 Rodrigo Varela/Matheus Mazzei, Can-Am Maverick, (1)UT1, 6h31min53

 

2) #263 Henrique Gutierrez/Fábio Zeller, Polaris RZR Pro R, (2) UT1, 6h34min20

 

3) #301 Deninho Casarini/Ivo Mayer, Can-Am Maverick, (3)UT1,  6h34min49

 

4) #203 Cristiano Batista/Robledo Nicoletti, Can-Am Maverick, (1)UOP, 6h34min52

 

5) #215 Gabriel Varela/Daniel Spolidorio, Can-Am Maverick, (4)UT1, 6h35min51

 

 

 

Classificação geral

 

CARROS

 

1) #323 Lucas Moraes/Kaíque Bentivoglio, Toyota Hilux Overdrive T1+, (1)T1F, 19h13min25

 

2) #305 Marcelo Gastaldi/Cadu Sachs, Buggy Century CR6, (2)T1F, a 4h32

 

3) #304 Marcos Baumgart/Kleber Cincea, Toyota Hilux IMA V8, (3)T1F, a 6min50

 

4) #350 Julio Capua/Bina Cavassin, Toyota Hilux Overdrive T1+, (4)T1F, a 56min18

 

5) #314 Mauro Guedes/Filipe Palmeiro, Ford Ranger V8 T1, (1)T1B, a 1h35min09

 

 

 

MOTOS

 

1) #01 Adrien Metge (FRA), Yamaha WR 450F, (1)MT1, a 20h35min07 (*)

 

2) #06 Bissinho Zavatti, Honda CRF 450RX, (1)MT2, a 7min54

 

3) #04 Ricardo Martins, Yamaha WR 450F, (2)MT1, a 18min25

 

4) #21 Martin Duplessis (ARG), Honda CRF 450RX, (3)MT1, a 29min14

 

5) #02 Jean Azevedo, Honda CRF 450RX, (4)MT1, a 40min33

 

(*) penalização de 15 minutos pendente

 

 

 

UTV

 

1) #216 Rodrigo Varela/Matheus Mazzei, Can-Am Maverick, (1)UT1, 21h06min55

 

2) #203 Cristiano Batista/Robledo Nicoletti, Can-Am Maverick, (1)UOP, a 5min41

 

3) #301 Deninho Casarini/Ivo Mayer, Can-Am Maverick, (2)UT1, a 8min34

 

4) #205 Fábio Pirondi/Marcelo Ritter, Can-Am Maverick, (1)UT2, a 13min44

 

5) #215 Gabriel Varela/Daniel Spolidorio, Can-Am Maverick, (4)UT1, a 17min20

 

 

Etapa 06 – Não foge à luta. – 1/9 – Quinta-feira

Barra do Garças (MT) – São Félix do Araguaia (MT)

DI – 67

TE – 523

DF – 92

TOTAL: 682

 

Se têm uma palavra que pode resumir a sexta etapa do maior Sertões da história, de cabo a rabo, essa palavra é: luta! A começar por onde ela termina. São Félix do Araguaia leva esse nome porque o povoado foi fundado após uma batalha entre os índios Xavantes e os brancos invasores, que buscavam um futuro melhor a beira do Araguaia e o santo, São Félix, era tido como o padroeiro da luta pela terra. Pelo nome, infelizmente, sabemos quem venceu.

 

História brasileira à parte, quase um século depois, o espírito de batalha segue vivo nesta que será uma das maiores especiais da história do Sertões! Serão 523 quilômetros contra o relógio! Noves fora, é por isso que aqueles que se aventuram nessa especial são os filhos da família Sertões que, definitivamente, “Não fogem à luta”.

 

Como se não bastasse a distância, a sexta especial será também a primeira “perna” da primeira de duas maratonas no maior rally do mundo. Ah! Etapa maratona é quando os competidores fazem duas especiais em sequência sem poder contar com apoio mecânico.

 

Do ponto de vista técnico o bicho é brabo também com muitas DEPs (Abreviação de Depressão de Poça Seca) e estradas muito estreitas,

 

Ao longo dos intermináveis quilômetros, a especial margeia o lendário Rio Araguaia entrando em uma região com “cara de pantanal” mesmo! Durante o percurso, não será raro ver onças e jacarés passeando junto das máquinas do rally. Como se podia esperar de uma especial como essa, ainda não acabou: em seu final ainda existe uma travessia de balsa. Neste dia os veículos devem chegar à noite!

 

Não sabemos se com todos esses desafios, a sexta etapa será a “queridinha” dos pilotos, mas podemos dizer que a região de São Félix do Araguaia encantou dois dos mais icônicos presidentes do Brasil. São Félix era parada obrigatória de Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. O primeiro inaugurou uma base da FAB por lá e o segundo foi além e construiu um luxuoso hotel para impulsionar a região, o hoje em ruínas, Hotel JK.

 

 

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